terça-feira, 5 de maio de 2009

DIREITOS HUMANOS •

DIREITOS HUMANOS

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Preconceito




Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, racial e sexual.
De modo geral, o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial, chamada estereótipo. Exemplos: "todos os alemães são prepotentes", "todos os americanos são arrogantes", "todos os ingleses são frios", "todos os baianos são preguiçosos", "todos os paulistas são metidos".
Observa-se então que, pela superficialidade ou pela estereotipia, o preconceito é um erro.
Entretanto, trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença, não do conhecimento, ou seja ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio.

quarta-feira, 1 de abril de 2009



RIQUEZAS DO CURUZU ?
Através do corredor cultural, baianos e turistas têm contato com a culinária, artesanato e religião afro-brasileiros"
Quem é que sobe a Ladeira do Curuzu? E a coisa mais linda de se ver, é o Ilê Aiyê". Pode até ser a coisa mais linda, mas existem outras maravilhas para se ver, comer, comprar e conhecer na Ladeira do Curuzu. Quem vem da parte baixa da ladeira passa pelo Terreiro do Ilê Axé Jitolu, de Mãe Hilda, matriarca do Ilê, e leva na bagagem cultural um pouco das raízes do candomblé. Mais alguns passos e cai na casa de Dete Lima (Arte em Tecido), onde uma oferta de artigos bordados com representações dos orixás encanta até quem é da terra. Depois de tanto esforço para subir a ladeira íngreme, nada melhor que comer uma feijoada no restaurante Wa-jeum de Mainha e, de sobremesa, o arroz doce do Wa-jeum de Iaiá, uma lanchonete ao lado do restaurante. Respire, ainda está na metade do Corredor Cultural do Curuzu - uma iniciativa da comunidade que pretende valorizar e divulgar a diversidade cultural e étnica existente no local, apresentada à sociedade e aos patrocinadores anteontem.Nada de descanso depois do almoço. É chegada a hora de conhecer mais do artesanato produzido na região. A menos de 50m do restaurante está a Fionga - Curuzu é o meu lugar - a casa de uma artista plástica que produz pintura em tela e vestidos de noiva feitos com fuxico (técnica artesanal de confecção). Após as compras, um espaço de beleza voltado para a estética afro-brasileira espera os visitantes. É o salão Gerusa das Tranças. Ainda na metade do corredor, uma diversidade de artesanato feito de miçangas, nas lojas Medida do Curuzu e no Patuá no Curuzu. Mais adiante, no Cheiro do Curuzu, perfume artesanal próprio para ambientes. Até o final do percurso tem mais outros 20 locais, que têm algo a oferecer aos visitantes.Segundo Valdéria das Virgens, presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Curuzu (Amac), há oito anos, a comunidade tenta pôr em prática esse passeio cultural pelo Curuzu, mas somente agora, o Sebrae e a prefeitura se disponibilizaram a ajudar. "A nossa cultura está aqui, existe, nada é inventado. A idéia é dar visibilidade a nossa riqueza cultural, a tudo que temos para mostrar. Fazer com que turistas passem por aqui e percorram todos os pontos que têm algo a oferecer, é uma forma de valorizar a cultura e gerar renda para a comunidade", disse Valdéria. Dona Nilza das Virgens, 61 anos, do Wa-jeum de Iaiá (que fica na casa nº258, onde mora), prepara deliciosos quitutes, mingaus e arroz doce. Nascida e criada na Ladeira do Curuzu, ela diz que vender as iguarias, além de lhe trazer dinheiro, é uma forma de difusão da culinária afro.Dona Nilza explica que as mucamas faziam esses tipos de comidas para agradar seus senhores feudais, mas mesmo depois de libertas continuavam fazendo e vendendo as iguarias com intuito de conseguir dinheiro para alforriar seus maridos. As mãos dela não são boas só para culinária, mas também para o artesanato de fuxico. Ela conta que é artesã há mais de 40 anos, mas nunca pensou em abrir um comércio e vender as peças que produz para tu-ristas. "Sempre fiz roupas para minhas meninas e para os vizinhos. Agora com essa idéia de corredor cultural, vou poder também vender as roupas", comemorou.***Vivência da históriaO Curuzu localiza-se no centro da Liberdade, possui 16 terreiros de candomblé, diversas manifestações culturais, quatro entidades carnavalescas, entre elas o Ilê Aiyê, artistas plásticos, compositores e líderes religiosos consagrados nacionalmente. Suas crenças expressam-se notadamente pelos deuses orixás, pelos ícones, símbolos, formas e cores dos afro-baianos. O trabalho informal atinge 60% das atividades na Rua do Curuzu. A rua concentra diversos empreendimentos culturais. O dado é do primeiro Censo Empresarial de Bairros, realizado por meio de pesquisa nos meses de abril e maio deste ano pelo Sebrae.Luciana Santana, líder do Projeto de Desenvolvimento dos Pequenos Empreendimentos Culturais, do Sebrae, explica que a idéia do Curuzu - Corredor Cultural da Liberdade é proporcionar a vivência da história, valores e a cultura afro-brasileira no seu berço. Segundo ela, o projeto tem como objetivo valorizar e divulgar a diversidade cultural e étnica existentes no bairro, tornando-se um destino turístico cultural que proporcione, através de pequenos negócios, o desenvolvimento sustentável da comunidade local.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Candomblé


Candomblé
História do candomblé:
Candomblé, culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das Religiões Afro-Brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em países adjacentes como Uruguai, Argentina, e Venezuela.
A religião, que tem por base a "anima" (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/Inquices/ Voduns, sua cultura, e seus dialetos, entre 1549 e 1888.

Embora confinado originalmente à população de escravos, proibido pela igreja Católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. É agora uma das religões principais estabelecidas, com seguidores de todas as classes sociais e dezenas de milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião.
Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas mutuamente como exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.
O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko, outras religiões Afro-Brasileiras com similar origem; e com religiões Afro-derivadas similares em outros países do Novo Mundo, como o Voodoo Haitiano, a Santeria Cubana, e o Obeah, os quais foram desenvolvidos independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.
NAÇÕES
Os escravos brasileiros pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os Yoruba, os Ewe, os Fon, e os Bantu. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes, evoluíram diversas "divisões" ou nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.
A lista seguinte é uma classificação pouco rigorosa das principais nações e sub-nações, de suas regiões de origem, e de suas línguas sagradas:

SINCRETISMO
No tempo das senzalas os negros para poderem cultuar seus Orixás, Inkices e Voduns usaram como camuflagem um altar com imagens de santos católicos e por baixo os assentamentos escondidos, segundo alguns pesquisadores este sincretismo já havia começado na África, induzida pelos próprios missionários para facilitar a conversão.
Depois da libertação dos escravos começaram a surgir as primeiras casas de candomblé, e é facto que o candomblé de séculos tenha incorporado muitos elementos do Cristianismo. Crucifixos e imagens eram exibidos nos templos, Orixás eram freqüentemente identificados com Santos Católicos, algumas casas de candomblé também incorporam entidades caboclos, que eram consideradas pagans como os Orixás.
Mesmo usando imagens e crucificos inspiravam perseguições por autoridades e pela Igreja, que viam o candomblé como paganismo e bruxaria, muitos mesmo não sabendo nem o que era isso.No últimos anos, tem aumentado um movimento "fundamentalista" em algumas casas de candomblé que rejeitam o sincretismo aos elementos Cristãos e procuram recriar um candomblé "mais puro" baseado exclusivamente nos elementos Africanos.
TEMPLOS:
Os Templos de Candomblé são chamados de casas, roças ou Terreiros. As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou mista:


Cultura Brasileira




O personagem do ‘Artistas da Comunidade’ nesta edição não pinta ou faz sucesso cantando, mas sua arte mistura dança e música, numa combinação que encanta pessoas de todo o mundo. Paulo Sérgio da Silva, ou simplesmente Mestre Branca, é o nome que vem à cabeça dos brasileirosna na Flórida quando o tema é a capoeira. Também pudera: radicado no país há 16 anos, este baiano de Salvador desenvolve uma importante atividade junto à comunidade local, divulgando a cultura brasileira na América através deste esporte/luta.Ele vem de uma família de capoeiristas. O tio não esperou sequer que o garoto completasse oito anos para lhe ensinar os movimentos ágeis e ritmados oriundos da África, que hoje são praticados por irmãos, primos e cunhados. “Ainda adolescente eu já dava aulas de capoeira”, lembra Branca, hoje com 40 anos de idade. A tradição familiar, pelo visto, atingiu mais uma geração: seus filhos, Natalie (8 anos) e Nathan (4 anos), também são capoeiristas. Desde que chegou aos Estados Unidos, Branca participa de exibições para um público que antes não conhecia a capoeira. Na década de 90, integrou o elenco do filme ‘Only the Strong’, que fez bastante sucesso, principalmente entre os adolescentes, e praticamente introduziu a ginga para os americanos. “Sempre vi a capoeira como um esporte que tem a capacidade de desenvolver disciplina, auto-defesa, flexibilidade e uma excelente atividade para manter qualquer um em forma”, explica Branca. Ele conta que seus alunos também conseguem desenvolver habilidades musicais, pois aprendem a tocar berimbau e outros instrumentos.