quinta-feira, 30 de abril de 2009

Preconceito




Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, racial e sexual.
De modo geral, o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial, chamada estereótipo. Exemplos: "todos os alemães são prepotentes", "todos os americanos são arrogantes", "todos os ingleses são frios", "todos os baianos são preguiçosos", "todos os paulistas são metidos".
Observa-se então que, pela superficialidade ou pela estereotipia, o preconceito é um erro.
Entretanto, trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença, não do conhecimento, ou seja ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio.

quarta-feira, 1 de abril de 2009



RIQUEZAS DO CURUZU ?
Através do corredor cultural, baianos e turistas têm contato com a culinária, artesanato e religião afro-brasileiros"
Quem é que sobe a Ladeira do Curuzu? E a coisa mais linda de se ver, é o Ilê Aiyê". Pode até ser a coisa mais linda, mas existem outras maravilhas para se ver, comer, comprar e conhecer na Ladeira do Curuzu. Quem vem da parte baixa da ladeira passa pelo Terreiro do Ilê Axé Jitolu, de Mãe Hilda, matriarca do Ilê, e leva na bagagem cultural um pouco das raízes do candomblé. Mais alguns passos e cai na casa de Dete Lima (Arte em Tecido), onde uma oferta de artigos bordados com representações dos orixás encanta até quem é da terra. Depois de tanto esforço para subir a ladeira íngreme, nada melhor que comer uma feijoada no restaurante Wa-jeum de Mainha e, de sobremesa, o arroz doce do Wa-jeum de Iaiá, uma lanchonete ao lado do restaurante. Respire, ainda está na metade do Corredor Cultural do Curuzu - uma iniciativa da comunidade que pretende valorizar e divulgar a diversidade cultural e étnica existente no local, apresentada à sociedade e aos patrocinadores anteontem.Nada de descanso depois do almoço. É chegada a hora de conhecer mais do artesanato produzido na região. A menos de 50m do restaurante está a Fionga - Curuzu é o meu lugar - a casa de uma artista plástica que produz pintura em tela e vestidos de noiva feitos com fuxico (técnica artesanal de confecção). Após as compras, um espaço de beleza voltado para a estética afro-brasileira espera os visitantes. É o salão Gerusa das Tranças. Ainda na metade do corredor, uma diversidade de artesanato feito de miçangas, nas lojas Medida do Curuzu e no Patuá no Curuzu. Mais adiante, no Cheiro do Curuzu, perfume artesanal próprio para ambientes. Até o final do percurso tem mais outros 20 locais, que têm algo a oferecer aos visitantes.Segundo Valdéria das Virgens, presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Curuzu (Amac), há oito anos, a comunidade tenta pôr em prática esse passeio cultural pelo Curuzu, mas somente agora, o Sebrae e a prefeitura se disponibilizaram a ajudar. "A nossa cultura está aqui, existe, nada é inventado. A idéia é dar visibilidade a nossa riqueza cultural, a tudo que temos para mostrar. Fazer com que turistas passem por aqui e percorram todos os pontos que têm algo a oferecer, é uma forma de valorizar a cultura e gerar renda para a comunidade", disse Valdéria. Dona Nilza das Virgens, 61 anos, do Wa-jeum de Iaiá (que fica na casa nº258, onde mora), prepara deliciosos quitutes, mingaus e arroz doce. Nascida e criada na Ladeira do Curuzu, ela diz que vender as iguarias, além de lhe trazer dinheiro, é uma forma de difusão da culinária afro.Dona Nilza explica que as mucamas faziam esses tipos de comidas para agradar seus senhores feudais, mas mesmo depois de libertas continuavam fazendo e vendendo as iguarias com intuito de conseguir dinheiro para alforriar seus maridos. As mãos dela não são boas só para culinária, mas também para o artesanato de fuxico. Ela conta que é artesã há mais de 40 anos, mas nunca pensou em abrir um comércio e vender as peças que produz para tu-ristas. "Sempre fiz roupas para minhas meninas e para os vizinhos. Agora com essa idéia de corredor cultural, vou poder também vender as roupas", comemorou.***Vivência da históriaO Curuzu localiza-se no centro da Liberdade, possui 16 terreiros de candomblé, diversas manifestações culturais, quatro entidades carnavalescas, entre elas o Ilê Aiyê, artistas plásticos, compositores e líderes religiosos consagrados nacionalmente. Suas crenças expressam-se notadamente pelos deuses orixás, pelos ícones, símbolos, formas e cores dos afro-baianos. O trabalho informal atinge 60% das atividades na Rua do Curuzu. A rua concentra diversos empreendimentos culturais. O dado é do primeiro Censo Empresarial de Bairros, realizado por meio de pesquisa nos meses de abril e maio deste ano pelo Sebrae.Luciana Santana, líder do Projeto de Desenvolvimento dos Pequenos Empreendimentos Culturais, do Sebrae, explica que a idéia do Curuzu - Corredor Cultural da Liberdade é proporcionar a vivência da história, valores e a cultura afro-brasileira no seu berço. Segundo ela, o projeto tem como objetivo valorizar e divulgar a diversidade cultural e étnica existentes no bairro, tornando-se um destino turístico cultural que proporcione, através de pequenos negócios, o desenvolvimento sustentável da comunidade local.