quarta-feira, 25 de março de 2009

Candomblé


Candomblé
História do candomblé:
Candomblé, culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das Religiões Afro-Brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em países adjacentes como Uruguai, Argentina, e Venezuela.
A religião, que tem por base a "anima" (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/Inquices/ Voduns, sua cultura, e seus dialetos, entre 1549 e 1888.

Embora confinado originalmente à população de escravos, proibido pela igreja Católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. É agora uma das religões principais estabelecidas, com seguidores de todas as classes sociais e dezenas de milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião.
Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas mutuamente como exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.
O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko, outras religiões Afro-Brasileiras com similar origem; e com religiões Afro-derivadas similares em outros países do Novo Mundo, como o Voodoo Haitiano, a Santeria Cubana, e o Obeah, os quais foram desenvolvidos independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.
NAÇÕES
Os escravos brasileiros pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os Yoruba, os Ewe, os Fon, e os Bantu. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes, evoluíram diversas "divisões" ou nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.
A lista seguinte é uma classificação pouco rigorosa das principais nações e sub-nações, de suas regiões de origem, e de suas línguas sagradas:

SINCRETISMO
No tempo das senzalas os negros para poderem cultuar seus Orixás, Inkices e Voduns usaram como camuflagem um altar com imagens de santos católicos e por baixo os assentamentos escondidos, segundo alguns pesquisadores este sincretismo já havia começado na África, induzida pelos próprios missionários para facilitar a conversão.
Depois da libertação dos escravos começaram a surgir as primeiras casas de candomblé, e é facto que o candomblé de séculos tenha incorporado muitos elementos do Cristianismo. Crucifixos e imagens eram exibidos nos templos, Orixás eram freqüentemente identificados com Santos Católicos, algumas casas de candomblé também incorporam entidades caboclos, que eram consideradas pagans como os Orixás.
Mesmo usando imagens e crucificos inspiravam perseguições por autoridades e pela Igreja, que viam o candomblé como paganismo e bruxaria, muitos mesmo não sabendo nem o que era isso.No últimos anos, tem aumentado um movimento "fundamentalista" em algumas casas de candomblé que rejeitam o sincretismo aos elementos Cristãos e procuram recriar um candomblé "mais puro" baseado exclusivamente nos elementos Africanos.
TEMPLOS:
Os Templos de Candomblé são chamados de casas, roças ou Terreiros. As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou mista:


Cultura Brasileira




O personagem do ‘Artistas da Comunidade’ nesta edição não pinta ou faz sucesso cantando, mas sua arte mistura dança e música, numa combinação que encanta pessoas de todo o mundo. Paulo Sérgio da Silva, ou simplesmente Mestre Branca, é o nome que vem à cabeça dos brasileirosna na Flórida quando o tema é a capoeira. Também pudera: radicado no país há 16 anos, este baiano de Salvador desenvolve uma importante atividade junto à comunidade local, divulgando a cultura brasileira na América através deste esporte/luta.Ele vem de uma família de capoeiristas. O tio não esperou sequer que o garoto completasse oito anos para lhe ensinar os movimentos ágeis e ritmados oriundos da África, que hoje são praticados por irmãos, primos e cunhados. “Ainda adolescente eu já dava aulas de capoeira”, lembra Branca, hoje com 40 anos de idade. A tradição familiar, pelo visto, atingiu mais uma geração: seus filhos, Natalie (8 anos) e Nathan (4 anos), também são capoeiristas. Desde que chegou aos Estados Unidos, Branca participa de exibições para um público que antes não conhecia a capoeira. Na década de 90, integrou o elenco do filme ‘Only the Strong’, que fez bastante sucesso, principalmente entre os adolescentes, e praticamente introduziu a ginga para os americanos. “Sempre vi a capoeira como um esporte que tem a capacidade de desenvolver disciplina, auto-defesa, flexibilidade e uma excelente atividade para manter qualquer um em forma”, explica Branca. Ele conta que seus alunos também conseguem desenvolver habilidades musicais, pois aprendem a tocar berimbau e outros instrumentos.